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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Entrevista do Curso Telecentro ( Eu e a Comunidade)


Entrevista feita com Dona Maria Ferreira Carneiro, 86 anos nascida no Arrependido próximo de Bela Vista.
Segundo ela as terras que formam a comunidade foram doadas pelo seu avô o Senhor Inácio José da Silva. Os primeiros habitantes da comunidade foram Angelina, Sebastião e Etelvino Barbosa.
 Bela Vista era um pequeno arraial tinha poucas casas (na verdade eram ranchos feitos de barro e capim) e as condições de vida eram bastante precárias.
Naquela época as pessoas viviam da produção agrícola. Eles socavam o arroz no pilão ou muito raramente o levavam para limpar em uma máquina em Ponte Nova cidade distante. Ela ainda ressalta que o arroz tradicional em nossa culinária nos dias atuais não era um produto do dia a dia era feito em ocasiões especiais ou quando recebiam visitas importantes.
O vestuário era muito simples como não tinham condições de comprar roupas eles compravam o pano e levavam para as costureiras da região. As mulheres só usavam saias e vestidos não tinham o hábito de usar calças. Usavam sapatos de palha e na maioria das vezes andavam descalços.
A água usada era de minas ou doada por Maria Fortunata que tinha uma bica em casa, essa água era usada para cozinhar, lavar roupa e tomar banho. Banho este tomado de corpo inteiro somente no sábado.
As camas (quando tinham) eram feitas de bambu e forrada com esteira ou sapé e os cobertores eram finos e pequenos chamado de “levanta cedo”. Em dias frios faziam fogueira dentro de casa para aquecer.
Para substituir a luz usavam lamparinas com querosene, candeia e taquara.
Em casos de doenças eram levados de carroça ou carro de boi até Furquim distrito de Mariana onde eram transportados em trem de ferro até Belo Horizonte.
As primeiras professoras da Comunidade foram Joana Henrique de Araújo mais tarde substituída por Efigênia e Georgina ambas lecionavam e casa.
Não tinham muitas festas, na comunidade realizava-se uma vez por ano a festa da padroeira que é Nossa Senhora do Rosário, participavam da festa grupos de congados vindos de outras regiões. Haviam sanfoneiros na região que de vez em quando faziam apresentações para poucas pessoas.
Não havia muitas atividades para o entretenimento, se divertiam ouvindo as histórias contadas pelos mais antigos através de rodas de conversa. Raramente iam à Diogo de Vasconcelos (nome dado à cidade em homenagem ao historiador Diogo Luiz Pereira de Vasconcelos, o distrito passou assim a ser chamado, em 1928. Em 1962 é elevado município, desmembrado de Mariana, governado por Oscar de Oliveira, Prefeito Interino. Em setembro do ano seguinte (1963), foi eleito pelo povo o primeiro prefeito: Dr. Dante Guimarães Sampaio, tomando posse em 08 de setembro, dia em que comemoramos o aniversário de Emancipação Política e Administrativa de Diogo de Vasconcelos, antes distrito de Mariana) para assistirem missa aos domingos ou quando tinha a festa do padroeiro São Domingos de Gusmão, festas estas tradicionais realizadas até hoje. Como naquela época não tinham meios de transporte iam a pé.
Com o passar dos anos a prefeitura foi investindo em benefícios como luz, água potável e saneamento básico, com isso a população foi aumentando cada vez mais e as casas passaram a ser construídas com tijolos e telhas.
Hoje as pessoas vivem tranquilas, a qualidade de vida melhorou, as crianças têm acesso a escola de boa qualidade, campo de futebol, uma Unidade Básica de Saúde com atendimento médico e dentário, dispõem de transportes facilitados para as cidades vizinhas, acesso à internet, redes sociais, pesquisas escolares, jogos educativos e curso básico de informática através do Telecentro Comunitário.  

                                              Casas antigas






  
  


    



                 A Comunidade Hoje


 











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